A pergunta que todo brasileiro faz ao planejar a viagem é sempre a mesma: o que fazer no Vale de Colchagua além de provar vinho? A resposta é que o vinho é o fio condutor, não o programa inteiro. Em dois dias dá para conhecer museu, gastronomia, paisagem de campo chileno e, se você escolher bem, sair de lá com uma garrafa feita por você.
Colchagua fica a cerca de 180 quilômetros ao sul de Santiago — mais ou menos duas horas de carro pela Ruta 5 Sur. É o vale que a BBC Travel já destacou entre os melhores destinos de viagem, e é bem diferente do circuito urbano da capital.
Dia 1: chegada, vinho e Santa Cruz
Manhã: a estrada
Saia de Santiago logo cedo. Depois de San Fernando você pega o desvio para Santa Cruz e a paisagem muda: acabam os postos de gasolina e começam as parreiras.
Meio-dia: almoço no vale
Santa Cruz é a base da região e tem boa gastronomia. Se preferir almoçar dentro de uma vinícola, o Almoço na MontGras é servido às sextas e sábados, às 13:30, para no máximo dez pessoas.
Tarde: o Museu de Colchagua
É um dos melhores museus do Chile e surpreende quem chega sem expectativa: meteoritos, peças pré-colombianas, história do país inteiro. Leva tranquilamente duas horas e funciona muito bem com crianças.
Noite: fique no vale
Santa Cruz tem boa hotelaria. Dormir ali é o que transforma o passeio em viagem.
Dia 2: o dia da vinícola
Este é o dia que justifica a ida. E aqui vale um conselho prático: escolha uma experiência em que você participe, não uma em que você só assista.
Manhã: crie o seu próprio vinho
Na MontGras, a experiência Faça seu Próprio Vinho dura cerca de duas horas. Você caminha pelo vinhedo, entra na adega e depois senta para montar o seu blend: até três variedades tintas, provando e corrigindo até chegar no vinho que você quer. Depois engarrafa, arrolha, capsula e desenha o rótulo. A garrafa vai embora com você no mesmo dia.
Somos a vinícola pioneira desse programa no Chile desde junho de 2003, e é a razão pela qual muita gente atravessa duas horas de estrada em vez de ficar nas vinícolas próximas a Santiago.
Ainda de manhã: degustação às cegas
Se o grupo é animado, combine com a Degustação às Cegas: as garrafas ficam cobertas e todo mundo tem que adivinhar. Descobre-se rapidamente quem entende de vinho e quem só falava bonito.
Tarde: piquenique ou estrada de volta
O Piquenique na grama, com o vale em volta, é o melhor jeito de fechar a viagem antes de pegar a estrada.
Quando ir
- Julho (férias de inverno). Frio, verde, com os Andes nevados ao fundo e menos gente. As experiências dentro da adega funcionam perfeitamente.
- Setembro a novembro. Primavera: vinhedo brotando, clima ameno, poucos turistas. É a melhor janela e quase ninguém aproveita.
- Dezembro a fevereiro. Verão, dias longos, calor seco. Melhor época para atividades ao ar livre.
- Março e abril. Vindima. O vale inteiro em movimento.
Como organizar
Reserve as experiências com antecedência: as vagas são limitadas e não existe a cultura de chegar sem aviso. Você pode reservar online em nossas experiências, por e-mail em tours@montgras.cl ou pelo WhatsApp +56 9 9733 8304. Informe o idioma do grupo ao reservar.
Se quiser aprofundar antes de fechar o roteiro, leia o nosso guia completo de enoturismo no Chile.
Perguntas frequentes
O que fazer no Vale de Colchagua?
Visitar vinícolas com experiências participativas, conhecer o Museu de Colchagua em Santa Cruz, percorrer a rota do vinho e provar a gastronomia local.
Quantos dias ficar?
Dois dias é o ideal para fazer duas ou três experiências sem correria e conhecer Santa Cruz.
Como chegar saindo de Santiago?
Cerca de 180 quilômetros pela Ruta 5 Sur com desvio para Santa Cruz, aproximadamente duas horas de carro.
Precisa reservar as vinícolas com antecedência?
Sim. As vagas são limitadas, especialmente em finais de semana e alta temporada.